12.30.2010

Feliz 2011.

desejo a todos um pouco mais de poesia e um 2011 cheio de chicobuarquices.


Não chore ainda não, que eu tenho um violão
E nós vamos cantar
Felicidade aqui pode passar e ouvir
E se ela for de samba há de querer ficar
Seu padre toca o sino que é pra todo mundo saber
Que a noite é criança, que o samba é menino
Que a dor é tão velha que pode morrer
Olê, olê, olê, olá
Tem samba de sobra, quem sabe sambar
Que entre na roda, que mostre o gingado
Mas muito cuidado, não vale chorar
Não chore ainda não, que eu tenho uma razão
Pra você não chorar
Amiga, me perdoa, se eu insisto à toa
Mas a vida é boa para quem cantar
Meu pinho, toca forte que é pra todo mundo acordar
Não fale da vida, nem fale da morte
Tem dó da menina, não deixa chorar
Olê, olê, olê, olá
Tem samba de sobra, quem sabe sambar
Que entre na roda, que mostre o gingado
Mas muito cuidado, não vale chorar
Não chore ainda não, que eu tenho a impressão
Que o samba vem aí
É um samba tão imenso que eu às vezes penso
Que o próprio tempo vai parar pra ouvir
Luar, espere um pouco, que é pra o meu samba poder chegar
Eu sei que o violão está fraco, está rouco
Mas a minha voz não cansou de chamar
Olê, olê, olê, olá
Tem samba de sobra, ninguém quer sambar
Não há mais quem cante, nem há mais lugar
O sol chegou antes do samba chegar
Quem passa nem liga, já vai trabalhar
E você, minha amiga, já pode chorar
 
Chico Buarque.
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12.15.2010

el interior de mi corazon

me desculpem a ausência, mas é culpa dessa vida, dessa cadência bonita, que me ocupa com tanta dança, me deixando bamba, bonita, e feliz. cheia de bossa, cheia de samba.

neste natal desejo a todos minhas energias boas, muita bossa, e muita paz.

12.06.2010

Tim Burton, eu te amo.


hoje fazem vinte anos desde a estréia do drama mais enternecedor, romântico e profundo que eu já assisti - Edward Mãos de Tesoura, de Tim Burton.

pra mim, Burton é o cineasta mais genial, criativo e extravagante de todos os tempos. é, eu pago mesmo pau pra ele. ele é excêntrico, tem uma puta de uma imaginação particular, e ainda tem como chapa, Johnny Deep, meu ator favorito. eu poderia listar todos os filmes de Burton aqui, mas diria que além de Edward, o Estranho Mundo de Jack e Os fantasmas se divertem são meus melhores, sem sombra de dúvida. é fato que filmes de Tim Burton são obrigatórios na minha vida, e pra mim, a sétima arte não seria a mesma sem ele.

Tim, os fãs agradecem sua estética sombria, seu colorido lisérgico, seu humor sinistro e insano, e sua parceria com Deep, beijos.


12.03.2010

como diza o mestre.

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ontem foi o dia nacional do samba, né? pois é, muito chorinho, muito samba violado, e muito partido alto. foi tão bom, que até agora estou cantarolando Benito di Paula, sendo consumida por uma ressaca absurda.

'é, acaba a valentia de um homem, quando a mulher que ele ama, vai embora. é, tanta coisa muda nessa hora, que os mais valentes dos homens chora.'


sem mais para o momento.

11.25.2010

better together

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há algum tempo, eu pensei em te escrever. aliás, pensei nisso várias vezes, mas sempre desistia na primeira palavra. 

sempre que eu te via por aí eu me perguntava:

onde foi que a gente se perdeu?

como fomos capazes de brigar de forma tão avassaladora?

nós simplesmente esquecemos o sentido da melhor amizade. foram tantas críticas explicitas e ofensas maldosas que acabamos perdendo o equilíbrio de algo tão cuidadosamente construido.  avançamos em sentidos opostos e despencamos feito uma ponte mal feita. vimos nossos alicerces sendo destruídos por acusações e berros, e não fizemos nada por nós.  ambas entramos num estágio de descontrole emocional tão foda que mal conseguíamos nos suportar, e quando vimos, estávamos quebrando nossas promessas de amizade e companheirismo. abandonamos uma a outra sem olhar pra trás, e ressentidas e zangadas seguimos nossas vidas. foi triste ver, que depois de tantos planos e sonhos, tudo  o que de repente sentíamos uma pela outra era um imenso desafeto. o que aconteceu depois, provavelmente foi consequência de mágoa - embora eu saiba que algumas coisas realmente foram inevitáveis - e é por isso que não vou desfiar o passado, não hoje. por que hoje percebo que tu não foi tão insensível e arrogante como eu te acusei, e nem eu fui tão melodramática como tu me julgou. o problema foi que a  falta de maturidade e a paranóia superou a poesia da nossa amizade, e como diz o ditado, o caldo engrossou. uma bigorna invisivel empurrou nosso amor pra um lugar fundo, mas  felizmente não tão fundo quanto imaginávamos. a prova disso é que mesmo depois de tudo que aconteceu, nós conseguimos novamente entrelaçar os fios da nossa amizade com uma boa - e não tão simples - conversa. 

e agora quem diria, hein? nós num momento vale a pena ver de novo, deixando no ar a  velha pergunta que não quer calar: vai ser tudo como antes? isso me faz sorrir, porque sinceramente, eu não faço a menor idéia. acho que agora o momento é só de resgatar o que foi bom, e tentar tornar tudo colorido de novo, aí a gente vê no que vai dar. nosso feliz recomeço foi apenas um reflexo do que sentíamos por dentro, e não poderia haver momento melhor para me declarar oficialmente sua velha nova amiga - não a melhor como antes - mas amiga a ponto de celebrar novamente contigo suas conquistas e alegrias. é bom saber que você não esteve sozinha, e que contou com apoio de quem sempre te quis bem. saiba que eu nunca te quis mal, e  que a minha maior tristeza era carregar comigo a idéia absurda de que você me tinha como uma inimiga. é um alívio, minha amiga, dividir a mesma cerveja e sorrir o mesmo sorriso contigo, mais uma vez. tenho pra mim que se nossa vida fosse um filme, este seria um belo de um final feliz, e você sabe, finais felizes sempre me emocionam.


"A amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir
Somos verdade!
Nem mesmo este samba de amor pode nos resumir"



Fundo de Quintal.

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11.23.2010

infinito de palavras

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pensar é ir atrás.
é ir mais além.
é trazê-lo pra você.
toda hora.
todo minuto.

nem tua alma descansa.
nem a dele.

sentir é pior que tê-lo.

talvez se tu o tivesse,
tu deixaria de senti-lo.

seria mais calmo.

teria mais calma.


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meu querido, tuas palavras daí , sempre me dizem a verdade, sempre.
daqui, eu te amo, daqui eu te ouço, daqui, eu te dedico minha amizade, ou seja lá o que mais isso for.




http://www.palavrasperfeitas.blogspot.com/


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11.21.2010

acordei meio chico

pra morrer de tristeza hoje falta um triz.

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água


Chico.

11.20.2010

acordei meio raul seixas.

"a frieza do relógio, não compete com a quentura do meu coração, coração que bate 4 por 4, sem lógica, sem lógica e sem nenhuma razão." Coração Noturno.




11.17.2010

aos pedaços

"a vontade de amar está em mim. está na minha identidade, na minha genealogia, no meu endereço, e em todos os papéis que escrevo meu nome."
 
"eu continuo andando por aí, com um amor inflamável dentro do peito, como uma granada sem pino. eu só preciso de um pouco de sossego.

"essa busca insana por amor nos deixa cegos. e nem notamos, que o amor, está nas coisas mais simples e triviais. ficamos tão ansiosos que quando conhecemos alguém, algo grande dentro da gente nos confunde."

"me sinto cansada de viver me perdendo e me encontrando em olhares que não são meus."

"minha boca hoje só traga cigarros e dores. hoje vou maldizer o amor, e me embriagar de tristeza, quem sabe ela se transforme em beleza, e quem sabe, eu encontre de novo minha fé. por hoje minha canção está perdida."


 
"carrego todos os meus sonhos no meu sorriso." 

eu mudo o tempo todo. eu mudo pra tentar ser melhor. eu mudo pra tentar ser feliz. e hoje eu chorei pra mudar, e não consegui. hoje eu sou a mesma garota de dez anos atrás, indefesa e vulnerável, que se expõe, que se dá, e que sofre ouvindo a música mais linda do roberto carlos. 

-

Olha você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei prá mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo, eu gosto mesmo assim
Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui
Olha você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor, agora é prá valer
Olha, vem comigo aonde eu for
Seja minha amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor

 -

sem tempo, sem inspiração



"How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here"
-
Gilmour, não à toa, meu pink floyd favorito. 

11.11.2010

I did all my best to smile

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outro dia eu disse aqui, que assisto a todo e qualquer filme, mas exceto Trainspotting e Réquiem para um sonho, filmes sobre viciados, raramente estão na minha lista de filmes pra um gostoso sábado à tarde. entretanto, às vezes acontece, e há mais ou menos uma semana, por acaso, vi esse filme.

Candy.

Candy (Abbie Cornish) é uma linda pintora , e Dan (Heath Ledger) é um charmoso poeta. os dois se apaixonam e entram numa viagem apaixonante e deprimente, muito próxima do real. eles acreditam que a felicidade não tem limites e se entregam a tudo, se viciando um no outro, e também em heroína. eles se unem pelo amor e pela droga, se tornando frágeis e autodestrutivos. sem chocar com imagens fortes ou apelos sensacionalistas, Candy e Dan se perdem num mundo de luxúria, vícios e decadência, tudo de forma intensa e por vezes até singela. todo o drama dos dois é retratado de uma forma absurdamente sensível, e isso me fez torcer a cada minuto por um final mais feliz, ainda que a auto-destruição de ambos fosse inevitável. enquanto os dois entram lentamente em decadência, o amor ruma para um trágico fim, despertando  em mim compaixão por esses dois personagens desesperados. o filme é uma poesia trágica e fala sobre dificeis escolhas, tendo como pano de fundo o peso das drogas. Neil Armfield, abordou de uma forma sutil um tema já bastante explorado, e apostou na intensidade do romance, o que fez valer tudo, ao menos pra mim. mesmo que tenha passado longe da estética de "Réquiem para um Sonho", ou da tensão angustiante de "Trainspotting", ele conseguiu enfatizar o terrível efeito da heroína, colocando o amor no meio de tudo, tornando o filme comovente, sem sombra de dúvida. "Candy" é, com toda certeza, bem-escrito, bem dirigido, e lindamente interpretado. e como eu não poderia deixar de comentar, a trilha sonora densa, também não deixa a desejar, especialmente Song To The Siren - Tim Buckley, que encerra o filme, lascando meu coração em pedaços no chão. 



Song to the Siren 
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Nos oceanos que flutuam sem barcos
Fiz o melhor que pude para sorrir
Até que o cantar dos seus olhos e dedos
Me levaram o amor até a sua ilha


E você cantava navegue até mim navegue até mim;
Deixe-me envolver você


Aqui estou, aqui estou, esperando para abraçar você
Eu sonhei que você sonhou comigo?
Eu estava navegando quando você estava aqui?


Agora meu barco insensato está virando abandonando o amor em suas pedras
Por você ter dito "Não me toque, não me toque, volte amanhã.
Oh meu coração, oh meu coração, se esconde da tristeza.
Eu estou perplexo como um recém-nascido.
Eu estou confuso como a maré.
Devo permanecer por entre as ondas?
Ou devo estar com a morte de minha amanda?


Ouça-me cantar "Nade até mim, nade até mim, deixe-me envolver você.
Aqui estou, aqui estou, esperando para abraçar você.
-


sem mais.
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11.09.2010

amores inventados

cansei de inventar nosso amor. cansei de você. logo de você, que foi centenas de coisas diferentes que eu senti em um dia. lembro quando caí na tua conversa e te dei o direito de transformar meus dias em céu e inferno. te dei permissão pra ser o espelho dos meus sonhos, mas vez ou outra você refletia meus pesadelos. você foi o único sorriso que eu quis de ver todos os dias e tudo que você fazia era me olhar com olhos orgulhosos de quem finge não saber o que quer.  você poderia ter sido aquele amor que dura, sem sombras do passado, mas não, você preferiu ser fulgaz. você tinha meu sorriso sincero como souvenir mas sempre que podia colecionava mais uma lágrima. era cansativo tentar ser perfeita. era desgastante amar alguém que exigia tudo quando bem queria e me dava tão pouco. você chegava com meia dúzia de qualidades e se achava no direito de querer todo meu amor. você nunca tentou traduzir meus gestos estranhos, meu silêncio e meu olhar vazio. você só reclamava da minha insegurança e eu ficava calculando as perdas e os danos que o fim do nosso amor inventado ia me causar. nós nunca paramos pra só ser feliz, simplesmente. às vezes você chegava com um sorriso enigmático na boca, e me envolvia com braços quentes, me fazendo derreter como um iceberg debaixo de um sol escaldante, e me confortava com palavras carinhosas me fazendo esquecer as grosserias da noite anterior. você podia fingir que não, mas sabia muito bem o que fazia, e sabia muito bem como me amar. sem mais nem menos, você me falava absurdos de amor, e quando resolvia dar carinho, nunca economizava. me dizia baixinho que fazia assim porque tinha medo que eu te deixasse. você usava meus defeitos como munição para brigas e depois dizia com tom de arrependimento: não foi isso que eu quis dizer. eu desculpava sua fraqueza, presumindo que vc desculparia as minhas mais na frente. nunca usei desculpas para fugir do teu abraço, porque isso seria demais. você costumava ficar calado quando eu começava com meus delirios de amor, mas nunca, em hipótese alguma, foi ríspido, só porque você não conseguia acompanhar minha imaginação. entretanto, sempre colocava nosso amor em cima de uma bomba relógio, só porque eu cometia um erro estúpido. nosso amor era bom e ruim. ora era céu, ora era inferno. nem sei se era mesmo amor, ou só um grande capricho seu, ou nosso. tipo aquela música do cazuza 'o teu amor é uma mentira que a minha vaidade quer'. você dizia que adorava ver minhas calcinhas no box do seu banheiro, de me ver dormindo no seu travesseiro, e de fazer amor desesperadamente no sofá da sala. o problema é que você queria mais. você queria amar e ser livre pra ir e voltar. queria se afastar e voltar pros meus braços como se tivesse passado apenas um dia. você me fazia feliz e triste. e esse jeito estranho de amar nunca me fez bem. você me fez parar de sorrir, e não foi de repente que eu cansei de inventar nosso amor. eu tentei te fazer feliz assim, e tentei aguentar teus abusos, mas o amor que tinha em mim, não deu. eu fui mais eu. e hoje, longe de você, não diria que estou mais feliz, mas com certeza, sem traços de arrependimento, estou muito mais em paz. 
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a propósito, sempre fico sem tempo quando chega novembro, e por isso não tenho retribuido as visitas de alguns de vocês. perdoem minha ausência, minha gente linda que acompanha meu drama existencial, mas meu tempo tem sido dinheiro, e isso me faz lembrar daquela música dos saudosos mamonas assassinas, money que é good nós num have.  

'vocês não sabem como é frustante, ver sua filhinha chorando por um colar de diamante.' 



risos cansados. beijos.

11.08.2010

crises

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há pouco mais de um ano, no momento em que resolvi criar novamente um blog, eu estava ouvindo rita lee. mais precisamente, a música baila comigo. foi algo espontâneo, e sem rodeios. escolhi o nome sem pensar muito. pensei: vai ser esse (baila comigo), afinal, eu só fazia freela, e vivia feito bicho preguiça, num eterno domingo. o trabalho era pouco, mas pelo menos tinha sorte no amor. daí acordei numa fucking crise existencial, achando o mundo feio e mau, super cansada de ter que ser esforçada, de ter que ser adulta, de ter que trabalhar muito, e de ter que ser criativa e carismática pra criar um fucking mailing legal - senão perco o emprego - e mais cansada ainda de não ter ninguém no fim do dia pra ficar dizer que me ama e me beijar muito até eu dormir. sou carente, beijos

e pra completar, além de todo o clichê atribuido a crises existencialistas, eu também fiquei  horas imaginando como seria minha vida sem as redes sociais e sem celular. imagine só, viver de brisa, virar pescadora, ou sei lá. anyway, não estou com cabeça agora para profundas reflexões sobre a vida, sobre o amor, ou sobre a solidão. eu só consigo pensar em desligar o celular por uma semana, ficar off, e fazer como na música da rita lee: passar a semana feito bicho preguiça no meu esconderijo. e pra tornar tudo mais dramático, adoraria passar o dia comendo double cheddar, com fritas e coca-cola até não caber mais naquele shortinho, assistindo qualquer filme que não me faça pensar. e só. 

11.03.2010

plágio é crime.

mas todo mundo sabe disso não é?

Não!

bem, eu não sei por onde começar. a raiva passou um pouco, e agora sinto uma pena indescritivel. pena de um garoto chamado Marcelo Novais. o garoto FDP, que achou que nunca iria ser descoberto. Rá! pensou que roubar textos de outra pessoa era bobagem, veio aqui, arrazou no Ctrl + C  Ctrl + V, e tcharam! só que Marcelo é tão imbecil, que nem capaz de mudar os títulos ele foi. é bondade minha dizer que ele plagiou, mas a verdade é que ele copiou tudo, inclusive os erros. não sei o que dizer pra ele, nem sobre ele. espero que ele goste deste texto, e copie também. será que ele vai gostar? será que ele vai achar a cara dele? own. 

tipo, ele roubou meus amores, meus sorrisos, e até minhas tristezas (vou chorar, beijos). copiou e colou, como quem não quer nada, sem o menor respeito. recebeu elogios por algo que ele não fez, e isso é doentio.  pobre coitado, é um gay invejoso. quase um gay do mal. e eu odeio gays do mal. tenho nojo de pessoas que tem má fé no coração. não tem nada pra escrever? então deleta a fucking-merda-do-teu-blog. o problema é que pessoas assim não tem muito discernimento do que é certo  ou errado, e tenho absoluta certeza que ele deve estar lendo e achando isso tudo muito divertido.

Marcelo, não custava nada um mísero link de retorno, e eu gostaria do fundo do meu machucado coração, de entrar no seu blog em breve, e não ver nenhum texto meu. se tu não é capaz nem de desejar felicitações de fim de ano, e precisa vir roubar aqui, se mata. fica a dica. entendido?

faça isso por mim, e por uma blogosfera mais feliz.


- os mais recentes foram:


e até um texto bobo que escrevi pra minha amiga iaiá, tava lá.



é meus caros amigos, como raiva faz mal pra cútis, eu só posso é lamentar.




sem mais para o momento.
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10.29.2010

untitled

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tenho andado sem paciência para pessoas nada a ver comigo. neste momento, estou com vontade de convidar essas pessoas frustradas porque são o que são, e me criticam porque eu sou o que sou e gosto, a se retirarem da minha tortuosa vida. eu falo de certas pessoas limitadas que foram inclusas na minha vida por acaso. gente assim é muito maçante. então pessoas que nunca se viraram do avesso pra se testar, poupem-me de seus conselhos inúteis.

pessoas que só conhecem seu lado de fora, que mantém seus sorrisos esteriotipados e pedem licença ao coração pra gostar miseralvemente de alguém, não tem o direito de me dizer como devo viver. certas pessoas vivem demasiado ocupadas evitando os falatórios, e por serem incompletas, não suportam ver vida nos olhos de ninguém. honestamente, eu prefiro trilhar o caminho para o inferno emocional, caso exista a possibilidade de no caminho eu encontrar o amor. entretanto entendo que existam pessoas assim, já pensou se todos fossem impulsivos e apaixonados como eu? seria um armagedonfeelings. mas pior mesmo seria, se todos fossem racionais e agissem cautelosamente. porque verdade seja dita: seria um tédio indescritivel, e sinceramente, não vejo razão para eu ser assim. tudo bem que tu seja racional, contando que tu não seja aquela pessoa cheia de veneno saindo pelos poros, e que fica tentando jogar água gelada na vida dos outros. eu não posso com gente assim, sério. 

cara, ninguém precisa me dizer a altura do abismo, eu sei que é alto. eu sei que se apaixonar é um caminho sem volta. pode te deixar na lama, pode. pode te rasgar no meio, pode. mas pode também te trazer momentos extraordinários antes de você se estrepar. então é por mero prazer que cedo as tentações de toda e qualquer legião de demônios. não gosto de pessoas monótonas e sem imaginação, nem um pouco, argh. pessoas assim nunca dançaram com medo de pagar mico e nunca sorriram alto sem inibição. são pessoas que nunca treparam por trepar e sorriram depois disso. ah tá. ninguém nunca fez isso, só eu? porque eu fiz, e nada como uma boa risada pra aliviar a ressaca moral, believe me. o fato é que tenho ojeriza de pessoas que julgam os outros, ao invés de olharem para si próprias. gente assim nunca terá histórias para contar. vão morrer com seus sonhos e fantasias correndo-as por dentro feito um câncer. pessoas que não se atrevem a ter atrevimentos nunca irão sorrir de si mesmas. pessoas que não se permitem ter desejos secretos nunca irão saber quem são de verdade. serão sempre coadjuvantes de um filme sem bilheteria. pessoas assim já estão mortas em vida. são pessoas que nunca tiveram a  sensação gostosa de sorrir  dos dissabores da vida, depois de secar uma garrafa de vinho com a melhor amiga. anyway, eu respeito quem não fuma, quem é tímido, quem é reservado, quem não bebe, e quem sofre silenciosamente. até admiro, juro. mas pessoas limitadas, que acham que viver, é existir, e que acham que vivendo sua vidinha pálida estão longe de sofrer, dessas eu tenho muita preguiça. pessoas assim me deixam ZzZZzzZzZZZZzZzzzzzZZZzzZZZZZZZZ.

pra mim, o que importa é fazer qualquer momento valer a pena. deixa ser clichê, deixa ser impensado, deixa ser espontaneo, deixa ser qualquer coisa doida dentro mexe. e se não der certo, é só rezar três ave-marias de joelhos no milho e pedir pra sofrer pouco. vai que cola.

e aos meus queridos amigos leitores, peço desculpas pelo tom de revolta, mas é que tem gente que precisa de um cuide da sua vida, porque da minha vida torta, pode deixar, que cuido eu. e tenho dito.
-

10.27.2010

bye bye, bad hair day.

-

às 02:17 da manhã chego a uma feliz conclusão: [L] Black Eyed Peas no volume máximo, liberta a piriguete from hell que existe dentro de mim e faz meu fucking bad hair day escoar pelo ralo. My Humps é o que há.



They say I'm really sexy,
The boys they wanna sex me.
They always standing next to me,
Always dancing next to me,
Tryin' a feel my hump, hump.
Lookin' at my lump, lump.
U can look but you can't touch it,
If u touch it I'ma start some drama,
You don't want no drama,
No, no drama, no, no, no, no drama
(...)
My hump, my hump, my hump, my hump, my hump,
My hump, my hump, my hump, my lovely little lumps.


sem mais para o momento.


10.26.2010

prozac natural

- deixa eu dizer tudo que tô sentindo! deixa eu dizer que quando acordo ao teu lado meus olhos se abrem feito pétalas vermelhas! deixa eu dizer que eu tinha medo de nunca mais sentir essa sensação gostosa de ser feliz! deixa eu dizer que dormir no teu abraço é quase como dormir com travesseiros de penas de ganso albino do sul da finlândia! deixa eu dizer que estar apaixonada por ti é como estar em algum lugar do mundo onde o dia amanhece com cheiro de café! deixa eu dizer que quando tu me beija é como se o olodum todo estivesse tocando dentro do meu peito! deixa eu falar do meu distúrbio psicológico que me faz sorrir o tempo todo! deixa eu dizer que estou presa numa teia de sorrisos! deixa eu dizer que quando tu pulou a janela da minha alma e bombeou meu coração com a mão, eu renasci!

deixa eu dizer que tenho pra mim que é você. é você que vai me fazer feliz em CAPS LOCK!

hoje não sou mais pó e canto feliz no chuveiro 'você me faz parecer menos só, menos sozinha, você me faz parece menos pó, menos pozinha'.

-

10.25.2010

sobre heranças

desde menina sou apaixonada por fotografia. tanto gostava de ser fotografada como gostava de tentar fotografar. quando eu era criança, por volta dos sete anos de idade, eu vivia me arrumando toda, colocava as pérolas da minha mãe, pintava a boca pequena de batom vermelho, e sentava feito moça, pra sair bem bonita no retrato. ironicamente, hoje é por acaso que saio mais ou menos bonita numa foto. haja pérolas e batom pra esconder as olheiras e o resto da cara feia, tsc tsc. anyway, eu lembro como se fosse hoje meu pai brigando comigo num passeio porque eu queria porque queria mexer na câmera, e como eu era pequena  e desajeitada, eu não sabia. felizmente hoje, já sei namorar, já sei beijar de lingua, e já sei manusear uma câmera. sinto um prazer desmedido quando estou atrás da lentes, quero dizer, eu e as câmeras temos um caso de amor antigo, no entanto, nunca fui além do amadorismo. acreditem, penso muito em transformar isso em profissão, mas nunca me levei muito a sério. 


meu gostar por fotografia é de família, herdei do meu avô paterno. segundo ele, na sua  época - quando ele começou muito jovem a trabalhar - não haviam fotógrafos, e sim retratistas. modestamente, ele conta que foi o primeiro fotógrafo jornalístico do estado, e que viajava o Brasil inteiro em busca de imagens únicas. ora ora, e eu que achava que meu avô era apenas um velho turrão, e que seu passado de fotográfo era algo monótono! ledo engano! Seu Antônio é um homem cheio de surpresas. e talvez por ele ser um homem de poucas palavras, eu nunca tenha me atrevido a compartilhar com ele minha paixão por fotografia. entretanto, a conversa tem surgido de forma natural ultimamente, e pelo que ouvi, ele era um homem que não arredava o pé de suas missões, e por ser assim, foi preso por registrar o que não devia. lutou contra censura e polícia, e acha muita graça ao contar suas peripércias de cabra-macho sim senhor. ganhou um prêmio por uma foto que chocou o mundo e saiu até em jornais internacionais. contudo, seu melhor registro pra mim, é uma singela fotografia anônima de seus dois netos brincando no seu quintal.


eu e meu irmão Raoni, há mais 25 anos.


olhando hoje pro meu avô, vejo nele um talento que foi deixado para trás para dar lugar a um homem rude. não sei porque cargas d'água, após se aposentar, ele não continuou a fotografar, ainda que fosse só por hobby. sei lá, acho que fotografar é algo que vai além da profissão, que vai além do dinheiro, mas vai saber o que se passa na cabeça de um velho turrão. ao menos herdei sua sensiblidade para fotografia, que bom pra mim.

meu avô de longe parece um velho teimoso sem muito requinte, mas de perto é  a síntese de todos os avôs: quieto, carinhoso, amável e cheio de boas histórias pra contar.
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10.22.2010

i will survive

hoje é dia de algazarra regada a cervejas e sorrisos. dia de encontrar amigos lindos e que nunca tem vergonha de falar o quanto estão saudosos de mim. dia de sair magralindalânguida e impecável. dia de suprir as lacunas causadas pela solidão com um bom samba. dia de tentar levar tudo numa boa e curtir um pouco a vida sem aquela cara de não-sou-ansiosa. dia de beber até sentir aquela sensação de relaxamento que me faz acreditar na ilusão de que meu futuro emocional está salvo. dia de me sentir gente boa, articulada, divertida, incisiva, misteriosa, isso e aquilo e etc. dia de não ouvir minhas neurores dançando sapateado na minha cabeça, me deixando ansiosa, estressada, depressiva, e quase à beira de um ataque de loucura. dia de afogar minha solidão caótica num copo de cerveja e tirar somebody to love no volume máximo da minha cabeça. dia de ser feliz com o que importa. dia de amar quem me ama. dia do meu aniversário  e dia de admitir: my life is good and i will survive.




I can´t stop thinking in your body tonight
I can´t stop driving to your house, alright!
And i can´t stop living diging my life
And i can´t stop drinking, killin´my time


I can´t stop dreaming in my bed tonight
I can´t stop screaming you name out loud
And i can´t stop taking drugs inside
I just wanna love for sure or maybe i´ll die



Now i am 26
And all my friends don´t know what i think
A mistery, possession, during my life.
Professional in love, i wanna survive.
808sex - #26

10.11.2010

lonely

-
às 03:27 da manhã, chegando ao limite insuportável do tédio, eu penso: 

' ainda bem que morrer de solidão é apenas uma licença poética'


mesmice

a história é sempre a mesma.

era uma vez o amor que vivia em nós. ele simplesmente saiu pra comprar cigarros e não voltou, the end.

não entendo o porquê, mas sempre tem um fim no meio da história. ces't la vie. a gente tanto abandona como é abandonado. a gente tanto chora, como faz chorar. a gente faz feito a canção dos mutantes e se perde por aí. a gente se perde em labirintos turvos, escala sem escadas, cai em emboscadas e sempre se estrepa quando tenta dar passos mais longos que a perna. a verdade é que a gente nunca se cansa de viver o clichê de amar e sofrer. eu já explodi, implodi, sorri, sofri, chorei, berrei, e superei. agora estou novamente aqui, com a mesma coragem pra ser feliz, esperando alguém very nice pra chuchu, pra ser feliz comigo, mais uma vez. 

infelizmente, é assim que funciona, mesmo cansada de estar cansada de esperar, a gente espera. mesmo machucada, fraturada, arrebentada, a gente sempre quer se estrepar amar  de novo, porque bem lá no fundo a gente não suporta a idéia de ser feliz sozinho.

por isso eu coloco só um bandaid, e sigo em frente.

coisas da vida

domingo, por volta das 10hs da manhã, fui pegar umas coisas no apartamento de uma amiga, que, ao invés de me receber com seus sorrisos habituais, veio em minha direção caminhando pesadamente, erguendo os braços, já desabando em lágrimas. fiquei meio assustada, mas abraçei-a e fomos até o quarto em silêncio, e por uns quinze minutos eu apenas deixei que ela chorasse sentindo aquela dor da humanidade inteira. ela parecia um pontinho de tristeza deitado numa cama grande. senti dó da minha amiga, e feliz por estar ali, pra cuidar dela. não fiz perguntas. apenas esperei ela desafogar os pulmões, e respirar um pouco. eu já sabia que dor era aquela, e pra essa dor, não há anestesia e nem posição confortável. no apartamento a cena era triste. manchas de vinho na parede, alguns sushis esquecidos na pequena e redonda mesa de jantar,  cacos de uma taça quebrada varridos para um canto, um cd da etta james partido ao meio, roupas, discos, e fotografias rasgadas espalhadas pelo chão. mas o que mais me doía era ver minha pobre flor despetalada murchando no meio daquela cama. minha doce amiga, que há algum tempo já vinha perdendo suas pétalas por falta de cuidado alheio.

sim, é a velha história clichê do cara que promete largar a namorada. 
só que neste nesse caso, ele largou minha amiga. 

admito que não fiquei surpresa com o motivo de sua enorme dor, mas senti repulsa e me dei ao luxo de sentir ódio. não dela, e sim dele, afinal, anos e anos de promessas, todas quebradas numa noite, de uma forma cruel, egoísta, e má, por um homem inescrupuloso, dá muito ódio. o filho da puta, literalmente, depois que comeu, contou que ia ser pai, ia casar,  e mudar de cidade, depois pediu pra ser deletado como se a vida fosse um facebook com aplicativo, que tu vai lá e remove.  é mesmo um filho da puta, um filho da puta, um filho da puta. 

eu sempre temi por esse amor clandestino da minha querida. quando eu via os dois juntos, eu sentia o cheiro de mentiras nojentas no ar, mas o que eu deveria ter feito, além de ter dito 'cuidado, que este amor é areia movediça'? o que eu poderia fazer, eu fiz, eu estava lá, para o que der e vier. não dou broncas nem antes, nem durante, e nem depois. e quando sei que dói mais do que eu posso imaginar, eu prefiro dizer coisas engraçadas sobre o momento pungente, pois qualquer esboço de sorriso alivia por um segundo qualquer dor. sei que a tristeza profunda e o ódio infinito que ela sente, não vai ser minimizado por um sorriso aqui, outro acolá, mas  sei que por quase dez segundos, eu a vi sorrir, e quase pude sentir minha amiga se agarrando a vontade de ser feliz de novo. sei que ela vai sair dessa, mas sei que nesse momento não há espaço para  alegria dentro de um coração em carne viva, e não vou insistir pra que ela chute a tristeza agora. vou apenar esperar, respeitar a fase de olheiras que virá, e garantir todos os dias, que não falte motivos pra ela ser feliz de novo. e só.



10.07.2010

quando tudo vai bem

tudo vai bem quanto estamos perto. tudo vai bem quando sei de ti e tu de mim. tudo vai bem quando não há conta de saudade. tudo vai bem quando o dia passa devagar contigo à minha espera. tudo vai bem quando existe amor quentinho, saindo na hora. tudo vai bem quando eu durmo no teu peito sem medo. tudo vai bem quando é domingo e tem cuzcuz de milho com café na cama. tudo vai bem quando o céu tem um tom de azul qualquer enquanto caminhamos juntos. tudo vai bem quando o dia parece desabar em água e estamos na nossa cama quentinha vendo um filme do tarantino. tudo vai bem quando meu colo é teu lar. tudo vai bem quando teu abraço é minha zona de conforto. tudo vai bem quando estou distraida na cozinha preparando o jantar e corto meu dedo com a faca amolada, porque tudo fica bem quando tu beija meu corte dizendo 'passou passou'. tudo vai bem quando cantamos all my love do led até o fim. tudo vai bem quando fazemos careta pro retrato. tudo vai bem quando brigamos pelo controle remoto, porque sempre fica melhor quando percebemos o quão idiota isso pode ser, então nos beijamos como se fossêmos morrer no outro dia. tudo vai bem quando ouço sua voz do outro lado da linha há um milhão de km distantes de mim, dizendo que a conta da saudade já chegou, mesmo sabendo que ficaremos apenas dois dias longe.  tudo vai bem quando assistismos dexter juntos. tudo vai bem quando acordamos no meio da noite pra fazer amor. tudo vai bem quando teu paraíso é meu beijo e teu beijo é meu pecado. tudo vai bem quando nosso silêncio é confortável. tudo vai bem quando nosso corpo dá um jeitinho de encaixar de todo dia de manhã cedo. tudo vai bem quando dizer eu te amo ainda importa. tudo vai bem quando nossa mobília é pouca e isso é o que menos importa. tudo vai bem quando não sinto mais medo de morrer de amor sem ter teu amor. tudo vai bem, tanto e até demais, que tenho até medo. 

10.05.2010

miles away


estou cansada de noites insones ouvindo woman left lonely. estou cansada de sentir essa dor implacável que me faz chorar. estou cansada de carregar no meu coração o peso de um piano. estou cansada de ouvir o eco da minha própria voz. estou cansada dos dias se espreguiçarem em slow motion. estou cansada de ser uma estranha perfeita a milhares de distância de algo que poderia ser real. pero siento que hay en mí algo que está cambiando.


sem mais para o momento.

sensualizando no samba

relato de uma sexta-feira.
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às vezes eu acordo com grandes objetivos para a noite. às vezes não. na última sexta feira meu objetivo era apenas sensualizar e me divertir. e foi o que fiz. lá pelas tantas, fui encontrar uns amigos num samba na zona norte - na minha cidade samba na zona norte não é cool, mas eu fui mesmo assim, beijos. aqui às vezes é bom sair da mesmice dos mesmos bares de sempre. e gente, nada como sair da rotina num samba de quinta. aceitem isso como uma dica. sexta-feira eu me diverti horrores com a ausência de glamour das peoples  presentes naquele ambiente trash. o samba tava massa, mas pelamor, que povo feio. tipo, eu não fico com cudedocisse só porque o ambiente não é lá dos mais sofisticados, e tampouco levo comigo meu sonho lúdico de encontrar alguém pra sensualizar. eu sensualizo pra mim mesma e prefiro assim. eu penso que o que importa é estar com os amigos, e logo, eles não me dão o benefício da escolha, e como não se discute com a maioria, eu vou feliz e conformada. e sambo, sambo muito. nesse tipo de lugar, é muita empolgação, meu povo, então eu sambo é com vontade. e além do mais eu me divirto em qualquer lugar, contando que esteja bem acompanhada. o lugar era feio, as pessoas idem, o banheiro parecia um pântano, e os poucos homens paqueráveis que haviam lá, eram objetos de disputa de todas as piriguetes, e nessa disputa baby, eu não entro nem a pau. nisso sou cu doce e prefiro ficar sambando dentro da minha capsula de superioridade fazendo a egpicia pra quem me olha. e assim vou me divertindo, seguindo meu manual prático de como se divertir num samba de quinta sem jamais perder o decoro. porque o samba pode até ser baixo nível, já eu, jamais.

9.30.2010

forte como o vento quando sopra

é engraçada a forma como chegamos aqui. alguns trancos e pregos no caminho, mas a caranga foi que foi e pegou, né? apesar de tudo, é fácil dizer porque somos amigas. claro que eu poderia listar as mil coisas que tu faz que me irritam profundamente, e que por vários 'trizes' eu quase achei que nossa amizade iria para as cucuias, no entanto prefiro listar todas as mil razões pelas quais eu  gosto de ti. 

eu diria que temos uma caracteristica em especial que nos une.  somos livres, desprovidas de preconceitos, temos pressa pra viver e fome de amar. não somos menininhas tocadoras de piano, e sabemos que a felicidade está além de regras. tu, assim como eu, sempre que encontra um paraíso, também encontra, inevitavelmente, um pecado original. possuímos uma natureza hedonista, e somos conduzidas impulsivamente pelo prazer pela vida. teu vício pela paixão é quase como o vício em heroína, o que te torna especial, e por sua vez, igualzinha a mim. consequência não é algo que te faz agir com cautela. ser assim é tua paz e tua guerra. tu vai lá, seduz, faz, ama, grita, chora, sofre e vira cinzas. se tiver de ser assim, que seja. porém, ao contrário de mim, tu se demora na dor de amor, e passa uma década pra sair do estado pó, pra depois ressurgir feito fênix. nas questões sentimentais, o que nos difere é isso e também o fato de que eu me apego facilmente, e tu não. contudo, eu tenho um próton a mais de juízo, e isto me poupa de algumas situações, digamos, desagradáveis, e de algumas tristezas futuras, que são totalmente desnecessárias. entretanto - e felizmente - a vez que agimos juntas de forma precipitada  e irresponsável - pelo menos foi o que disseram - fizemos uma louca viagem cheias de loucas expectativas, que por sinal foram superadas a cada dia. nós saímos do 'lugar comum' para a poesia concreta. duas mutantes num lugar gelado, belo e cinza. 

foi quando de fato nos conhecemos. 

lembro dos dias em que o tempo estava cruelmente frio, e tu fazia um café  com leite, pra gente tomar em silêncio, ou tagarelando sobre as loucuras da balada da noite anterior. e como toda coisa muito boa tem seu lado ruim, além de toda risada compartilhada, nossos defeitos também foram expostos,  uma vez que estávamos convivendo. defeitos irritantes, que colocaram à prova uma amizade tão recente. dizem que é assim que uma amizade ou começa ou termina de uma vez. felizmente nós saímos ilesas dessa prova - ou quase - e estamos aqui, contando, e vivendo mais histórias hilárias. sinto falta dos nossos domingos improdutivos na tua casa, que nos movíamos apenas pra nos espreguiçar. não sei porque demoramos tanto tempo pra nos encontrar, se tínhamos o mundo todo em comum. guardarei pra sempre comigo as nossas canções, minha amiga grande e pequena, que chora lendo qualquer coisa que eu escrevo, e não bate-cabelo comigo ao som de madonna nem a pau. é teatro mágico que nos embala até hoje, nos fazendo lembrar que nossa amizade entorta, enverga, capota, mas não quebra.



"Vou contar histórias dos dias depois de amanhã
Vou guardar tuas cores, tua primeira blusa de lã


...


Nosso canto será o mais bonito Mi Fá Sol Lápis de cor
Nossa pausa será o nosso grito que a natureza mostrou
A gente é tão pequena, gigante no coração
Quando a noite traz sereno a gente dorme num só colchão"


Teatro Mágico. 

 

 

9.27.2010

untitled

sinceramente, desisto de entender como algumas pessoas conseguem se resumir a 'quinze'. no caso, quinze filmes favoritos. quinze não é o meu número, definitivamente. listar apenas 15 filmes,  em não mais que quinze minutos, sendo eu, doente por cinema, é praticamente impossível. digamos que se fosse por categoria, até daria, mas eu prefiro nem tentar, beijos. já me acostumei com o fato de não saber me resumir e convivo bem com isso. quando estou contando alguma coisa tem sempre alguém no fundo dizendo com tom de impaciência: resume Luna. Deus sabe o quanto me policio pra não contar detalhes desnecessários - tipo o desfecho - de um filme, e tento não me perder em pormenores quando vou contar algo incrível ou hilário que me aconteceu em alguma viagem, ou festa. normalmente quando estou eufórica contando uma história, e de repente lembro de outra, eu me perco totalmente da anterior deixando todos confusos, e quando tento voltar ao que estava falando no ínicio, não lembro e fico com cara de acéfala-desmemoriada-que-esquece-o-inesquecível. certa vez um amigo até me deu um carinhoso tapa na cabeça e disse: ' - é nisso que dá falar pelos cotovelos!' e eu não me chateio não, sabe? sobretudo porque eu mesma acho que é bondade demais alguém dizer isso ao meu respeito. acho inclusive que deveriam acrescentar o resto do corpo também, porque além de falar, eu ATÓRON gesticular, e uma vez que tenha espaço físico, eu faço toda a simulação da cena descrita, com direito a efeitos especiais, trilha sonora, e indicação ao oscar. eu juro por esta luz que me ilumina, que eu tento me resumir, mas é inerente a minha natureza, portanto, raramente consigo. por exemplo, eu deveria apenas responder um meme, dizendo quais meus quinze filmes favoritos, e ao invés disso estou aqui explicando sucintamente, que infelizmente, não consigo tal proeza, porque sou cinéfila praticante. sou fã dos sublimes filmes de Almodóvar, do mestre do suspense Alfred Hitchcock, da temática sombria e peculiar de Tim Burton,  do anti heroismo de Clint Eastwood, das  excelentes tramas de Martin scorsese, da ação tensa de Guy Ritchie,  da desordem psíquica dos filmes de Brian de Palma, da genialidade de Sofia Coppola,  herdada de Francis Coppola, e por último, não menos importante, sou powermegafã da violência explícita e dos diálogos memoráveis de Quentin Tarantino. e embora me critiquem deveras por isso, eu adoro filmes estilo avatar. 

entretanto, tem dias que, com preguiça de pensar,  e com aquela ressaca consumindo todo meu ser, assisto numa boa um bom e velho romance adocicado daqueles bem óbvios. e quando  estou bem numa boa comigo mesma, eu encaro um drama iraniano, indiano, coreano, francês, um cult e tal.  mas meu maior prazer particular nas madrugadas solitárias, regadas a pringles, chocolate e refri, é assistir filmes estrelados por divas musas inspiradoras que eternizaram frases como 'se sou supostamente uma estrela, porque estou sozinha? Judy Garland' ou 'eles dormem com Gilda e acordam comigo. Rita  Hayworth'. estes sim, são meus favoritos. então, como já disse antes em outras palavras, eu, por mais que tente, jamais conseguirei me expressar monossilabicamente, jamais, imagine só, listar somente, simplórios 15 filmes favoritos. 





9.26.2010

minha dor em exposição

o auge do meu masosquismo é adorar a sensação que essa música me causa, em especial. alguém já sentiu o coração pulsando exposto em carne viva? é algo do tipo.



-
quando começar o frio, dentro de nós
tudo em volta parece tão quieto
tudo em volta não parece perto
toda volta parece o mais certo
certo é estar perto sem estar
perto de você, sou tão perto de você, sou tão perto de você
quando o tempo não passar, dentro de nós
cada hora é como uma semana
cada novo alô é mais bacana
cada carta que eu nunca recebo
é sempre um motivo pra lembrar
sou tão perto de você.
vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe, dita de tão longe, dita de tão longe.
quando alguém se machucar, dentro de nós
toda culpa parece resposta
nossa busca não parece nossa
nosso dia já não tem mais festa
não tem pressa nem onde chegar
sou tão perto de você
quando a paz se anunciar, dentro de nós
é porque aquilo que nos cega, mostra um outro lado pra moeda
que paga as coisas do meu peito
o preço é me fazer acreditar
que sou tão perto de você.

vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe, dita de tão longe, dita de tão longe.

e quando a música acabar, dentro de nós...

Teatro Mágico.



SEM MAIS PARA O MOMENTO.


9.22.2010

karma

alendo o livro comer rezar e amar (sim, eu já li todo, passei os últimos dias gastando meu tempo livre devorando cada página até ficar vesga), percebi que eu e a autora somos bem parecidas no quesito personalidade. num trecho do livro ela me define definindo a si mesma como uma das formas de vida mais afetuosas do planeta, algo como um cruzamento de golden retrivier com molusco. melhor definição de mim mesma impossível. a cada capítulo eu pensava: eu teria agido assim também ou eu teria escrito isso!  sei que é presunçoso de minha parte, mas Liz descreve tudo como eu provavelmente descreveria. ela parte da premissa 'que seja eterno enquanto dure' e se esforça de uma forma sobre humana pra ser feliz enquanto dá, e quando não dá mais ela dramatiza e pensa em todas as saídas possíveis - e até mesmo descabidas - pra voltar a ser feliz e reencontrar a si mesma, mais uma vez. e é especialmente essa característica que me faz semelhante a ela. eu, quando amo, afeto pouco é bobagem. sei que certamente nem sempre vale a pena se entregar loucamente de olhos fechados, mas se todo mundo tem direito a ser muito idiota  por amor uma vez na vida, creio eu que já vivi meu momento. certa vez aceitei aquele tipo de amor que vem em migalhas, e tenho vergonha de mim mesma ao lembrar de coisas a que me submeti, quando estava amando tal pessoa tão miserável.

senta que lá vem a história.

era uma vez que eu tive um amor pra lá de desesperado. lembro como se fosse hoje o momento em que, tão perdidamente, eu me apaixonei. nos conhecemos numa festa underground barulhenta e escura. eu caminhava distraída, em direção ao bar e lá estava ele, sozinho, encostado no balcão, com seus cabelos castanhos cacheados, envolto em seu lindo mistério, como um belo forasteiro de velho oeste. e como numa cena ensaiada de telenovela mexicana, nossos olhares se cruzaram e sorrimos disfarçadamente. um momento lindo  e único. Deus sabe como tenho mania de me apaixonar à toa, afinal, ele me fez assim, e como era de se esperar, nessa mesma noite o tragicômico romance se iniciou. a 'relação' que já começou fracassada, a cada dia que passava oscilava entre muito intensa e sem sentido. já ouviram falar em bipolaridade sentimental? pois é. era uma coisa do tipo 'te amo mas quero que tu morra'. ele, o tal forasteiro, não era de um todo ruim, quando estávamos zen, até que nos passávamos por um casal feliz. e além de ele ser incrivelmente bonito, entre quatro paredes, ave lúcifer, ele conseguia simultaneamente ser um troglodita selvagem e um ser extremamente carinhoso. nessas horas eu não queria que ele morresse, e vice-versa, mas lá no fundo sabíamos que mesmo com raros momentos de trégua, o fim era inevitável. ele era o próprio narciso personificado, e eu a própria madalena apaixonada, e de tanto acreditar que podíamos ser felizes juntos, cheguei ao extremo do extremo do extremo da falta de amor a mim mesma. sem perceber, eu me deixei levar por essa coisa louca de pele, e isso acabou se transformando numa estranha obsessão. eu me desvalorizei completamente, usei e fui usada, chorei com mentiras sinceras, me descabelei em encontros miseráveis, e depois de tanto amor versus desamor, eu me virei do avesso, traí minha origem índia, cortei o cabelo num ataque de fúria - fui ao salão, claro - pintei de blondie, no estilo bonnie tyler, a louca do total eclipse of the heart - e o mais ridículo, é que nem lembro se tal mudança no visual foi por mim, ou por causa dele. na época nada disso me parecia fora de controle, anormal, afinal, eu estava apaixonada, e obviamente, isso dispensa muitas explicações. hoje, consciente da minha loucura, me admiro, de naquela altura dos acontecimentos, não ter sido colocada numa camisa de força, pois era isso que eu merecia. sorte a minha não foi preciso, pois no auge do meu caos interno, o gentil universo, foi legal pacas comigo, providenciando em mim um raro momento de lucidez. diria que acordei iluminada em cristo, num belo e ensolarado dia, com tree little birds cantando uma doce canção na minha janela 'don't worry, about a thing, cause every little thing, is gonna be all right'. neste mesmo dia, enchi meu peito de coragem, e de uma vez por todas, dei fim a uma relação enlameada de mentiras sinceras e dores pontiagudas. depois virei rastafari, encontrei a paz de jah, porque o que jah abençoa ninguém almaldiçoa - brincadeira, não sou tão radical assim. a verdade é que de tanto chorar, minhas lágrimas secaram, e por não conseguir dormir, minhas olheiras quase engoliram as maçãs do meu rosto, sem exagero. claro que eu sabia bem que tudo ia passar, e a pra minha sorte a dor se foi bem mais rápido do que eu pude imaginar. um dia qualquer, fazendo coisas triviais, e de repente, pluft, eu estava livre daquele peso.  só então me dei conta do quanto o amor pode fazer uma pessoa beirar o ridículo e sofrer feito uma condenada. alguns podem até dizer que isso não é amor, mas pra mim, ainda que seja mal administrado, é sim, amor. a lição que tirei disso tudo? eu posso pular essa? não? óquei. o que posso dizer? diria que depois desse mal fadado relacionamento - se é que posso chamá-lo assim - eu não me transformei numa mulher mais sábia, mas com certeza, meu amor por mim mesma se tornou algo maior que todas as coisas maiores do mundo das coisas grandes. porém, creio que continuo o mesmo molusco afetuoso e apaixonado de sempre. claro que eu gostaria de ter me transformado numa pessoa mais dark nos sentimentos depois do que passei, mas eu sou assim, bem banana. ainda hoje, uma vez que estou apaixonada, já elvis. me flagro me imaginando piscando meus olhinhos felizes e dizendo: hey, cara, vamos nos amar para sempre? eu sei, é ridículo, é bem idiota. e o pior é que eu sei que eu não deveria ser assim, e por isso no momento, sou uma pessoa totalmente confusa quanto a como-ser-afetuosa-sem-me-entregar, eis a questão. quero dizer, esse lance de me jogar pro amor, já me fez perder o juízo em labirintos escuros, mas também me levou a caminhos ladrilhados de brilhantes, então fica dificil não entrar em curto. afinal, como saber que chuchu é ruim, se não provar?

hoje mesmo, em um momento  total feelingdescontrolfreak, me lamentei no msn, com meu oráculo-melhor-amigo-gay: miguxoS2, estou perdida quanto as minhas convicções acerca do amor. help me.

segundos eternos se passaram, enquanto eu aguardava a resposta do meu outro lado da tela.

eis que ele responde carinhosamente, como é habitué de sua pessoa.

'mas qual é mesmo a novidade cherrie? como diz a canção de céu, isto é só mais um lamento, entre tantos já feitos. pela milésima vez vou repetir, preocupe-se menos minha jovencita abravanista. nada que uns mojitos mais tarde não resolvam, nos encontramos que horas?'

suspirei profundamente e disse:

'espero algum dia possuir tamanha sabedoria. tu és um sábio mon cher, um sábio.'
 (mojitos deliciosos me fazem feliz em momentos de caos e desilusão.)

e lá se foi mais uma lamentação para o meu muro das lamentações. pois, contudo, sou uma mulher que crê, e tenho fé que nesse cruel mundo de pessoas que possuem uma flor carnívora no lugar do coração, existem também pessoas com o mesmo alto nível de sensibilidade que eu, e isso me conforta muito, podes crer. perguntas como 'será que um dia alguém vai amar exatamente esse meu jeito de me dar?' povoam meus pensamentos, não nego, e às vezes, deitada, olhando pro teto do quarto, eu penso que eu bem que poderia ser menos tagarela, menos boba, menos exagerada, menos apaixonada, menos quente, menos letrista, menos multicolorida, e especialmente menos afetuosa, só que não faço a mínima idéia de como ser assim. porque além de tudo, eu morro de preguiça de me transformar numa personagem robótica, só pra depois ter o trabalho de voltar a ser eu mesma. só de pensar, eu bocejo. eu sou muito mimizenta, levo a vida in heartbeat e quando desejo alguém meu corpo queima feito fogueira flamejante. de mim, nunca espere calmaria. meus amigos próximos dizem que sou uma pessoa inquieta, difícil, teimosa, agressiva, meio narcisista, intolerante, dramática, marrenta, e que faço o tipo 'me ame ou me deixe'. eles estão quase certos. eu realmente não faço o tipo gandhi, e às vezes sou muito hardcore. ser muito afetuosa não faz de mim uma madre teresa. eu sou boa na medida certa, má quando é necessário, e diabólica só em horas deliciosamente  apropriadas. agora some tudo isso a invencionices visuais, esmaltes coloridos, roupa-básicas-exuberantes-vintage-retrô-moderno-futurista-ladylike-minimalista-night-into-day, festas insanas, baladas gays, rockers, sambabossas, basfonds, cervejas&mojitos, sinapses, ares seventies, eighties, psicodelia, e flertes discarados com  propostas descabidas, e tcham raaaaaaaam, aqui estou! como diria minha monamiga Lu - comprovando a teoria da abiogênese - eu fui gerada espontaneamente de um cinzeiro em formato de coração, cheio de bituca, purpurina e cerveja. dessa mistura surgiu Luna, um ser humano cheio de amor pra dar, mas totalmente sem limites. então, até conseguir grana suficiente pra embarcar numa incrível viagem de autodescoberta, pra quem sabe, alcançar minha paz espiritual, eu aceito inconformadamente ser o ser mais ansioso, exagerado, entregue e afetuoso do planeta inteiro. talvez seja esse meu karma, ou não. vai saber.

e quanto ao livro comer, rezar e amar - meu melhor presente este ano -  acho que não preciso dizer que gostei né?

SUPER INDICO!


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