8.30.2009

lasciva



[Do lat. lascivu .]
Adjetivo
1.Desus. Brincalhão; travesso:
2.Sensual, libidinoso, lúbrico; desregrado:


Hoje acordei irônica, maliciosa. Lasciva. Querendo fazer amor no carro, na cozinha, no sofá, no chão(...)ouvindo Portishead.
(...)



Come on baby, light my fire
Come on baby, light my fire
Try to set the night on fire
The Doors

8.21.2009

eu confesso.



Eu sempre fui diferente das outras crianças. Sempre meio confusa, meio controvérsia. Sempre tive muit
a energia, curiosidad
e e uma necessidade aparentemente infinita de saber o porque de tudo. Fui crescendo e ao invés de ir melhorando com a idade, fui ficando cada vez mais sem noção. Eu era tudo demais. Espontânea demais, transparente demais, desconcentrada demais, precoce demais, inconsequente demais. Era tanto que "excêntrica" era e ainda hoje é a palavra que alguns mais conservadores usam no lugar de "doida" pra explicar meu comportamento diferente das pessoas 'normais'. Tenho uma tia que diz que eu sou o Clodovil, com uma pitada a mais de Vil. É que eu sempre fui mesmo ansiosa demais, dramática mais, agressiva demais, impulsiva demais, apaixonada demais, falante demais, e totalmente sem limites pro exagero. Mas mesmo amando demais, eu também me cansava demais, e esquecia rapido demais. Então eu praticamente não sofria. Tinha uma séria compulsão por relacionamentos, passava dois meses namorando e amando loucamente, e depois enjoava, e engatava em outro namoro com a mesma intensidade. E eu ainda era uma menina perto de completar 18 anos!Sempre gostei de tudo ligado a arte, música e comunicação, não sei se isso tinha alguma relação com hiperativismo, mas eu me sentia feliz imaginando que eu seria algo como designer ou jornalista, ou atriz, ou os três! Talvez por serem dinânimos. E por conta dessa minha alma desassossegada, já quase entrando na fase adulta, me sentia extremamente angustiada por não saber lidar com essa ansiedade, essa vontade de fazer tudo, e essa mania de sentir tudo com tanta intensidade, e sendo ainda sentimentos tão meteóricos. Eu sempre soube que era hiperativa, mas nunca tinha percebido o quanto isso afetava minha vida. E foi quando um médico amigo me receitou um medicamento (tarja vermelha) que eleva seretonina e diminui a hiperatividade e ansiedade, que senti tudo mudar. Até hoje não sei se isso é psicológico, mas eu acho que melhorei mesmo e não me canso das coisas na velocidade da luz. Parei há muito tempo com os relacionamentos bizarros e exagerados. Não me sinto mais inaquedada socialmente e nem diferente quando estou num ambiente normal e familiar. Continuo com a mania de ter manias, e vivo mudando o corte do cabelo. Gosto de tatuagens, e sempre tive medo de me cansar facilmente quando fizesse uma. Já vou pra quarta e ainda continuo amando todas as outras, que por sinal são grandes e visíveis. Às vezes fico com a mente inquieta, mas eu sei o que fazer pra me acalmar (escrever aqui por exemplo). Agora tenho limites, e exagerar e fazer drama, só quando for pra fazer charme. E o melhor de tudo, termino tudo que começo, e consigo ter dois blogs! Palmas para mim! E palmas também para todos que me aguentam e me amam forte, todos  merecem um prêmio, por terem paciência com meus rompantes, com minhas birras, e meu humor imprevisível. Hoje, eu não sofro de estresse, nem tristeza e nem baixa auto-estima. Eu sou feliz.





"I feel fine and I feel good I'm feeling like I never should Whenever I get this way, I just don't know what to say"
New Order.



8.14.2009

Sobre cafés






















"Eu trago a dança que me inspirou o café sem açúcar e tal/ Analise o fundo da xícara, a esperança é igual/ Eu confesso só me resta a vida inteira/ Só me resta vida em mi maior e lá!"

Tiê.Sweet Jardim

Convido a todos que me lêem, a dar uma passadinha no blog:
www.cafeeoutrosvicios.blogspot.com

Um blog sobre
vícios, palavrões, sentimentos expostos, paixões, insanidades de amigas viciadas em café, cigarros, cervejas e sexo.E coisa belas e sujas que não vêm ao caso.


Beijos.

8.11.2009

Preciso fazer sentido?

"Não vê, tá na cara, sou portabandeira
de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante"

Marisa Monte.
Infinito Particular





Eu nunca sou a mesma de sempre. Não tenho medo de mudar. Não suporto a rotina desleixada, o stress repetido do dia-a-dia. Mas às vezes me dá um medo. Eu não falo, mas tenho tantos medos escondidos por trás da minha mania de querer demonstrar segurança, que acabo sofrendo calada buscando respostas para agir assim. Às vezes quero tantas explicações. Eu me sinto confortável quando as tenho. E mesmo com um milhão de certezas na vida, ainda são incontáveis os medos e dúvidas perdidos em mim. Me sinto cansada de viver me perdendo e me encontrando em olhares que não são meus. Às vezes cansa e sufoca respirar o mesmo ar. Não sei se estou fazendo algum sentido agora. Mas fazer sentido também é tão limitado. Às vezes fico pensando que meu eu não tem nada a ver comigo, e que eu preciso mudar, mas aí eu percebo que por mais que mude, o ângulo continua sempre o mesmo, e os meus predicados e adjetivos são como a minha derme e epiderme. Fazem parte de mim. Eu mudo por um momento, pra não ter que ser a mesma todos os dias, e noutro minuto cá estou, com as mesmas quinas e pontas de sempre. Não adianta tentar sair do foco e fingir ser figurante. Eu sou a protagonista.
Não sou aquela garota que finge que não viu, que esquece que fez, que jura que não disse, que morre mas não faz, e que se fecha em copas só porque sofreu um desengano. E diga-se de passagem, eu não sou incompleta. Metade de mim é tolice, e a outra metade é loucura, e as duas se completam. Eu existo por inteiro, e gosto da surpresa do próximo segundo. Eu posso dormir e acordar sendo quem eu quiser.Dane-se. Eu só fico confusa às vezes. E me sinto cansada. Cansada da eterna insastifação das diversões fáceis e das paixões passageiras. Mas tenho arrepios de pensar em mim num futuro óbvio e sem sal. Eis que surge mais uma pergunta...amanhã, quais de mim serei?

8.10.2009

Trilha sonora para o silêncio.

Minha trilha sonora de hoje é essa. Silenciosa. Para alguns o silêncio é como um bálsamo. Para o segurança de um show de rock é um sonho. Para a professora de uma creche é mais que um presente. Para outros silêncio é tenso. Como um casal no primeiro encontro. Mas para quem se ama, o silêncio compartilhado é paz. É certeza. E pra eles o único silêncio que incomoda, é aquele que fala. Quando não há emails na caixa de entrada, não há recados na secretária eletrônica, e do lado da cama só há um par de chinelos, e mesmo assim, você entende a mensagem.


Parafraseando Martha.







"Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
Não diga nada
sobre meus defeitos
Eu não me lembro mais
quem me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos"

Composição:Paulinho da Viola.Intérprete: Marisa Monte.

8.04.2009

Untitled.


Tudo sobre mim coube numa canção.








"Y'en a que ça excède/ d'autres que ça vexe/ Y'en a qui exigent que je revienne dans l'axe/ Y'en a qui s'exclament que c'est un complexe/ Y'en a qui s'excitent avec tous ces "X" dans le texte/
(...)
Quand tout explose/ Quand la vie s'exhibe/ C'est une transe exquise/ Je suis excessive/ J'aime quand ça désaxe/ Quand tout exagère/ Moi je reste relaxe/ Je suis excessive/ Excessivement gaie, excessivement triste/ C'est là que j'existe/ Mmmm, pas d'excuse ! Pas d'excuse !"


"Alguns se excedem/ outros que se irritam/ Alguns exigem que eu entre no eixo/ Alguns exclamam que é um complexo/ Alguns se excitam com todos estes " X " no texto (...)
Quando tudo explode/
Quando a vida se exibe/ É um transe encantador/ Eu sou excessiva/ Eu gosto quando isso desequilibra/ Quando tudo exagera/ Eu permaneço relaxado/ Eu sou excessiva/ Excessivamente alegre, excessivamente triste/ É lá que existo. Mmmm, sem desculpa!Sem desculpa!"



Carla Bruni::L'excessive
Ouvir no LastFm.


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