11.24.2009

gaste o tempo comigo

-
dê-se ao luxo de estar sendo fútil agora.
dançe comigo  aqui. no meu esconderijo.
-

11.22.2009

a garota do fim do corredor

-
ela não tinha família. era filha única de pais mortos - eles morreram num acidente de carro quando ela ainda tinha dezoito anos, deixando-a sozinha, mas com uma boa herança - era mesmo abastada, no entanto não tinha apego a coisas materiais. morava no vigésimo sétimo andar, no fim do corredor. era uma pobre garota rica com uma beleza de 27 primaveras. seu corpo era mignon e sua pele era clara. seus olhos eram redondos como um botão, e seus cílios longos e escuros, o que tornava seu olhar expressivo, embora ela tentasse esconder com um óculos de grau. seus lábios eram acarminados, e seus dentes eram perfeitamente alinhados, porém era dona de um sorriso extremamente contido. sempre baixava os olhos ao sorrir, e era de uma mudez incompreensível. ela tinha amigos, no entanto ela preferia mesmo estar sozinha com suas leituras e seu blues. ela amava o blues, e todos os dias o ouvia, tomando um café amargo e forte. nunca aderiu a modernidade, portanto ouvia no toca discos. sentia-se cada vez mais distante do mundo e acreditava pertencer a outra época. ela carregava no olhar uma indefinível melancolia, e por isso alguns a julgavam apática e indiferente. ela não esperava que os outros a achassem extraordinária, e tampouco esperava que algo inefável lhe acontecesse, contudo isso não lhe compungia o coração. ela não fantasiava beijos efusivos e não guardava no seu íntimo desejos ávidos. teve alguns namorados, mas nunca amou de verdade. seu único e verdadeiro sonho era ter sensualidade à flor da voz, para que ela pudesse cantar e comover tal qual Nina Simone. infelizmente sua voz era doce e baixa, e seu sonho jamais se realizaria. nas vezes em que ela se permitiu sair do seu mundo, ela sucumbiu ao álcool e ao cigarro com seus poucos amigos, que o tempo todo lhe chamavam a atenção, pois enquanto eles tagarelavam e gargalhavam com tolices, ela permanecia absorta. ela sorria pouco, e quando o fazia, era breve, escondendo sempre seu doce sorriso. numa tarde - dessas  com um cenário lindamente clichê - ela colocou Robert Johnson pra tocar - me and the devil blues - acendeu um cigarro, tomou devagar uma dose de whisky, cerrou os olhos, e dançou com a alma. abriu a janela, respirou fundo, e sorriu. então subiu no parapeito, olhou pro céu, e gargalhou debochada. e com os olhos fechados, abriu os braços, sentiu o blues, e se jogou. a garota do fim do corredor morreu de forma poética e assustadora, deixando todos estarrecidos. não deixou bilhete. deixou apenas um blues tocando, um cigarro pela metade, e um copo de whiski seco com marca de batom vermelho.

alguns vizinhos a chamavam de 'a garota sem alma', o que ninguém sabia, é que era apenas alma que ela queria ser. e sua alma, era puro blues.
-

11.20.2009

cá estou eu

-
oi everybody todomundo. i'm back. mas sabe aquele fio de inspiração? então, perdi a ponta. a perdi na falta de emoção e nas confusões do dia-a-dia. a perdi junto com meus álbuns amados do Led e do Dylan. ela se foi junto com algumas de minhas fotografias tão lindas e tão nostálgicas. espero ela voltar - a inspiração - que estava aqui, mas o gato comeu. hunfp! ao menos sei que meu aguardo não é embalde. ela sempre volta. não volta? enquanto isso meus dias se espreguiçam com lentidão, e só ouço esse tétrico silêncio na minha alma que só me ensurdece. enfim, e como vão-se os cigarros, e ficam-se os dedos[com o perdão do trocadilho infame] o jeito é esperar essa nuvem que me tira a inspiração passar. e não pensem que estou triste ou algo do gênero, não é isso, por incrível que pareça, até ando com um sorriso besta nonsense estampado na cara, só não me perguntem o porquê. nem parece que metade das minhas lembranças foram destruídas por uma maldito vírus high tech. antigamente minha avó dizia que felicidade sem motivo específico era 'adivinhando taca', então penso eu: 'será o universo querendo me pregar alguma peça?' sorte a minha fosse uma inefável surpresa. mas eu disse sorte, e sinceramente, não ando contando muito com ela. e nem com a inspiração, pelo jeito.

11.18.2009

smile and make me smile

 -



 -

don't worry about a thing,
'cause every little thing
gonna be all right





fiquei imensamente feliz, com um sorriso feliz-feliz-feliz quase rasgando meu rosto, por perceber o carinho de todo mundo, compartilhado assim, de graça. então deixo  o meu carinho pra todos aqui nesse post. estou ainda sem computador [tô aqui alugando 10 minutos do computador da vizinha]. o  lado bom é que quando o meu voltar vou ter mil coisas pra ler, e vou de blog em blog ler até ficar vesga. beijo-beijo.
-

11.15.2009

drama II

-
gente, valeu pela solidarieadade, anotei alguns conselhos, e fui atormentar o técnico, na vã esperança de que ele consiga mesmo salvar algumas das minhas doces memórias. anotei o conselho do fahad, e cheguei com toda aquela pose de séria, falando pro técnico como se entendesse do assunto, hahahaha, hilário. o técnico disse algumas coisas que não entendi, afinal, ele falou uma língua desconhecida por mim, mas que me deu muitas esperanças. e pensando no comentário do mayer, fiquei menos triste porque tenho alguns cd's e discos das bandas que citei no post anterior, mas quando se tem mais de 30 discografias no computador, fica dificil ter tudo em discos ou cd's né? todos os dias dizia pra mim mesma 'vou gravar tudo num dvd', mas é aquela velha história 'porque deixar pra amanhã se posso fazer depois de amanhã?' né? aí veio o maldito vírus e fuck meu computador. caí numa armadilha do satã! quando liguei o computador e fui tentar abrir uma pasta eis que surgiu uma imagem preta e vermelha com coisas escritas em inglês piscando e fazendo abrir várias janelas. imaginem meu susto, quase caio da cadeira. quando gritei meu irmão e ele viu, ele só sorriu e me deu a triste notícia de que eu já poderia começar meu luto, pois provavelmente eu perderia quase tudo, e eu só conseguia pensar nas minhas fotografias, discografias[claro], coisas de trabalho, e todos os meus rascunhos, inclusive do resto do conto dos encontros e desencontros e tal. bom gente, agradeço a solidariedade e os conselhos de todo mundo viu? vou ficar meio ausente, sem computador, e sem escrever uns dias por aqui, o que me entristece bastante. e pra quem vem acompanhando o interminável conto, quando eu me recuperar desse drama, prometo que ponho um fim nesse romance. não me abandonem [choramingando] tá?

um beijo imenso em todos.






                                                         chuinf chuinf, snifs...