10.11.2010

mesmice

a história é sempre a mesma.

era uma vez o amor que vivia em nós. ele simplesmente saiu pra comprar cigarros e não voltou, the end.

não entendo o porquê, mas sempre tem um fim no meio da história. ces't la vie. a gente tanto abandona como é abandonado. a gente tanto chora, como faz chorar. a gente faz feito a canção dos mutantes e se perde por aí. a gente se perde em labirintos turvos, escala sem escadas, cai em emboscadas e sempre se estrepa quando tenta dar passos mais longos que a perna. a verdade é que a gente nunca se cansa de viver o clichê de amar e sofrer. eu já explodi, implodi, sorri, sofri, chorei, berrei, e superei. agora estou novamente aqui, com a mesma coragem pra ser feliz, esperando alguém very nice pra chuchu, pra ser feliz comigo, mais uma vez. 

infelizmente, é assim que funciona, mesmo cansada de estar cansada de esperar, a gente espera. mesmo machucada, fraturada, arrebentada, a gente sempre quer se estrepar amar  de novo, porque bem lá no fundo a gente não suporta a idéia de ser feliz sozinho.

por isso eu coloco só um bandaid, e sigo em frente.

19 comentários:

  1. Me lembrou Tom Jobim e seu "é impossível ser feliz sozinho..."

    Encaro tuas palavras como a mais pura verdade. A gente sofre, mas não desiste.

    Beijão, Lu!

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  3. E quem consegue ser feliz sozinho, sem estar cercado de pessoas? O.o

    Eu não conseguiria.

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  4. que graça teria ser feliz só?!

    beijas, Lu ;*

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Faltou dizer que a gente jura de pés juntos que "nunca mais cai nessa"...ahahahaha

    O mundo é legal, né, Lu? =)

    Beijo, feliz Dia das Crianças!

    ℓυηα

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  7. acho q eu preciso do estoque inteiro de ataduras do hospital das clínicas (não consigo pensar em algum hospital grande), ou do albert einstein (ufa, pensei!) hahahahaha pq só band-aids não funcionam mais amiguinha :/
    bjinhoooo ^^

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  8. Claro que vai aparecer alguém very nice para chuchu para você... tenho certeza.


    beijos, linda

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  9. E a vida consegue ser boa assim mesmo, não é? A gente consegue amar de novo, recomeçar, mesmo que estejamos remendados.

    Às vezes a impressão que tenho é de que o único jeito de curar feridas passadas realmente profundas é nos deixando amar outras pessoas que podem nos ferir tanto quanto a anterior.

    Uma hora a gente acerta, não é? Tomara...

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  10. "Mas vou continuar de braços abertos porque apesar da dor, do desencanto que sempre experimento nas minhas relações continuo acreditando que o amor é a única coisa capaz de me salvar..." Maria Adelaide Amaral :*

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  11. as estórias são sempre as mesmas, mesmo!
    O que muda são os personagens...
    beijos azuis....

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  12. Adoro bandaid, ele quase cura tudo, ou pelo menos nos deixar menos expostos. É que não sabe se feliz sozinho que nem naquela música citada lá em cima. E a gente sempre quer viver a amar de novo, mesmo sabendo do fim que é quem não arriscaria tudo por um novo e inesquecível começo.
    Bjo luna
    nem preciso dizer que adoreii.

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  13. Arrasou!
    coloca até esparadrapo se for preciso pra conseguir prosseguir, menina.
    rapaz, ultimamente eu tenho deixado um feridinha aberta e ela nem com curativo quer fechar! é muito amor! hahahahha

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  14. Luna
    Posso te pedir um favor..
    que medo hein?
    Onde eu acho este template no Blogger????
    Obrigada querida..se puderes me ajudar.
    beijo

    faxina

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  15. A gente acredita e isso que nos dá forças. Por mais que digamos que não, há, no fundo, aquele desejo esperançoso de sentir, novamente, o friozinho gostoso na barriga e o toque que arrepia!

    Gostei do novo layout!

    beijo

    MeninaMisteriosa

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- me concede uma dança?

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