11.11.2010

I did all my best to smile

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outro dia eu disse aqui, que assisto a todo e qualquer filme, mas exceto Trainspotting e Réquiem para um sonho, filmes sobre viciados, raramente estão na minha lista de filmes pra um gostoso sábado à tarde. entretanto, às vezes acontece, e há mais ou menos uma semana, por acaso, vi esse filme.

Candy.

Candy (Abbie Cornish) é uma linda pintora , e Dan (Heath Ledger) é um charmoso poeta. os dois se apaixonam e entram numa viagem apaixonante e deprimente, muito próxima do real. eles acreditam que a felicidade não tem limites e se entregam a tudo, se viciando um no outro, e também em heroína. eles se unem pelo amor e pela droga, se tornando frágeis e autodestrutivos. sem chocar com imagens fortes ou apelos sensacionalistas, Candy e Dan se perdem num mundo de luxúria, vícios e decadência, tudo de forma intensa e por vezes até singela. todo o drama dos dois é retratado de uma forma absurdamente sensível, e isso me fez torcer a cada minuto por um final mais feliz, ainda que a auto-destruição de ambos fosse inevitável. enquanto os dois entram lentamente em decadência, o amor ruma para um trágico fim, despertando  em mim compaixão por esses dois personagens desesperados. o filme é uma poesia trágica e fala sobre dificeis escolhas, tendo como pano de fundo o peso das drogas. Neil Armfield, abordou de uma forma sutil um tema já bastante explorado, e apostou na intensidade do romance, o que fez valer tudo, ao menos pra mim. mesmo que tenha passado longe da estética de "Réquiem para um Sonho", ou da tensão angustiante de "Trainspotting", ele conseguiu enfatizar o terrível efeito da heroína, colocando o amor no meio de tudo, tornando o filme comovente, sem sombra de dúvida. "Candy" é, com toda certeza, bem-escrito, bem dirigido, e lindamente interpretado. e como eu não poderia deixar de comentar, a trilha sonora densa, também não deixa a desejar, especialmente Song To The Siren - Tim Buckley, que encerra o filme, lascando meu coração em pedaços no chão. 



Song to the Siren 
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Nos oceanos que flutuam sem barcos
Fiz o melhor que pude para sorrir
Até que o cantar dos seus olhos e dedos
Me levaram o amor até a sua ilha


E você cantava navegue até mim navegue até mim;
Deixe-me envolver você


Aqui estou, aqui estou, esperando para abraçar você
Eu sonhei que você sonhou comigo?
Eu estava navegando quando você estava aqui?


Agora meu barco insensato está virando abandonando o amor em suas pedras
Por você ter dito "Não me toque, não me toque, volte amanhã.
Oh meu coração, oh meu coração, se esconde da tristeza.
Eu estou perplexo como um recém-nascido.
Eu estou confuso como a maré.
Devo permanecer por entre as ondas?
Ou devo estar com a morte de minha amanda?


Ouça-me cantar "Nade até mim, nade até mim, deixe-me envolver você.
Aqui estou, aqui estou, esperando para abraçar você.
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sem mais.
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11 comentários:

  1. adoro dicas de cinema.

    download ilegal lá vou eu!

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  2. tbem nao vi!
    boa dica pro feriado!
    bjo

    :)

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  3. nossa você descreveu esse filme da maneira perfeita. Candy é um filme que gosto bastante, e realmente, ele acaba e o meu coração fica partido ao meio (L).

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  4. Fiquei com muita vontade de assistir, apesar do medo, já que histórias de amor sem final feliz tem acabado comigo de um jeito bem anormal.

    Beijo, Luuuu!

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  5. Não faz muito meu tipo. Sei lá, eu corro mais para os filmes frios, sombrios, que tratam de ideais entupidos de batalhas cinematográficas de alto nível e milhões de dólares. É. AHUAHAUHAUHA mas gosto das dicas. Sempre há algo pra conhecer. Sempre há algo pra provar. Valeu pela visita no IS&T! Um prazer te ter comigo!

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  6. Também não gosto de filmes de viciados, mas você descreveu este tão bem que lá vou eu vê-lo.

    =D

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  7. que layout lindo da porra, ein?
    ameeeeei *--*
    quanto ao filme, quis ver. rs

    :*

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- me concede uma dança?

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