7.05.2009

E lá vou eu.


e já sobra tanta falta.








Quando voltamos de uma viagem, o que trazemos de mais precioso, são as recordações.Todo momento parece único, e toda risada parece mais gostosa. E antes de voltar, já bate uma saudade antecipada, e os ultimos dias dão a impressão de que estão passando mais depressa, aumentando mais ainda aquele clima de despedida. No lugar da alegria agridoce dos primeiros dias, só fica mesmo os sintomas da depressão pré-despedida. Mas contudo, na mala eu sempre trago apenas os
doces momentos tão bem compatilhados, a alegria por ter estado novamente com os amigos, e recordações que só nos fazem querer voltar o mais rápido possivel e repetir tudo de novo. E no coração saudade. Muita saudade.





- Viajo quarta-feira pra SP, e volto no fim do mês. Antecipadamente, já escrevo sobre a volta. Quem sabe eu mude o ritmo da minha dança, e traga na mala, mais que do que saudade.

7.03.2009

Impontualidade.

"Abro a porta, enfeito a casa/deixo a luz entrar/eu ainda te espero chegar(...)escrevo versos/rosas e incenso para perfurmar/eu ainda te espero chegar..." Hebert Viana.






O telefone toca.Triimmm!?!E você pensa: "bem que podia ser ele".Mas ele quem? Ele, ora! Um amor novinho em folha! Mas você nem pára pra pensar que talvez o amor tenha chegado nos momentos que você não o queria, e você o desprezou, e ele foi embora, sem olhar pra trás. E agora, desiludida da vida, você olha pra trás e pede que ele volte! "Meia volta, volver! Por favor!" Você, com o coração às moscas, sente uma vontade de gritar: - Solidão, você não me cai bem! Sai deste corpo que ele não te pertence!É assim que eu me sinto. Como se estivesse esperando aflita, o amor chegar. E por Deus, o amor é imprevisível! Então porque eu não enfio de uma vez por todas isso na minha cabeça? Ele não vai bater na minha porta, nem chegar numa linda caixa de presente, daquelas com laço de fita vermelho, pelo sedex. Ele não vai ouvir meu chamado triste e silencioso... Enfim, apesar da demora, entendi o porquê. Porque o amor é onipresente! E tentamos diariamente transformar o amor em clichê, e ele já é por si só. Idealizamos um momento especial, que não acontece, e vem como consequência uma frustração que nos deixa arrazados. O amor não vai chegar num sábado à noite, batendo à sua porta, junto com flores e uma caixa de bombons. Apesar da beleza do romantismo, o amor é mais que isso. Ele pode estar no seu trabalho, e aquele seu amigo que flerta discaradamente com você, pode ser alguém que de repente pode te fazer muito feliz. O seu amor pode estar numa terça-feira às três da tarde na fila do banco, ou no corredor do supermercado, ou até mesmo no carro ao lado no sinal. Vai saber!
Essa busca insana por amor nos deixa cegos. E nem notamos, que o amor, está nas coisas mais simples e triviais. Ficamos tão ansiosos que quando conhecemos alguém, algo grande dentro da gente nos confunde, e não é interessante medir o sentimento pela ansiedade. Quando o amor chegar, não haverá brindes com taças, e muito menos terá algum resquicio de conto de fadas. Quando uma calma se instalar, talvez uma intimidade e um silêncio doce e compartilhado, desconfie. Afinal,vai saber! Ele é tão impontual! Pode ser amor. Né?



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